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A iniciativa “Paredes de Cor”, no Café Concerto do CCC, vai ser preenchida em Março com quadros de Mónica Landim, onde confronta as culturas portuguesa e caboverdiana (da qual descende), numa série de auto-retratos.
A iniciativa “Paredes de Cor”, no Café Concerto do CCC, vai ser preenchida em Março com quadros de Mónica Landim, onde confronta as culturas portuguesa e caboverdiana (da qual descende), numa série de auto-retratos.
Licenciada em Artes Plásticas na ESAD das Caldas da Rainha, Mónica Landim nasceu em Alcobaça (1986), mas reside actualmente no Porto, onde está integrada no projecto de teatro, “Elástico”.
“No meu trabalho plástico, o meu rosto está quase sempre presente, sendo executado de forma obsessiva pela forma como excluo, pelo menos aparentemente, outro tipo de figuração”, explica a pintora.
Segundo Mónica Landim, esta obsessão prende-se com uma busca de identidade. Daí a ideia de uma exploração de tudo o que presentifica a sua personalidade.
“Falo de origens, influências e questões sociais, mais concretamente preconceitos”, adianta.
Através da auto-representação, responde a esta temática “pintando (embelezando, desfigurando) a minha cara como que se a estivesse a maquilhar”.
Também aplica acessórios e explora os cabelos (algo bem patente).
Este trabalho resulta em várias medias - pintura, fotografia, vídeo e performance - mantendo uma linearidade na plasticidade e no gesto que a “maquilhagem” individualiza.
Esta convergência de categorizações no âmbito das questões de Beleza, é o meio escolhido para mostrar a sua situação de confronto “miscigenação entre duas culturas a que pertenço (Portuguesa e Cabo-verdiana) e a que sempre estarei submetida”.
A artista participou em várias actividades no âmbito das artes performativas e da música, no meio escolar.
Nomeadamente, no workshop de animação, «First» (Festival de animação), participação na peça «Os flagelados do vento leste», (Festival Mercúrio) reinterpretado e encenado por Claudino Moreira, e solista no coro dadaísta «A cor dada», projecto final de curso da aluna Daniela.
Integrou no vídeo «A imperatriz», realizado e editado por Mário Negrão e Filipe Guimarães e no vídeo «A Portuguesa» do artista plástico José Carlos Teixeira. Fez de modelo nú no projecto «whe are all the same» organizado por Sal e Anabela, na revista «touch» realizada e editada por alunos do 2º ano de design gráfico e no projecto de fotografia «Nu de Olímpia» projectado por Ana Lucas.
Fez uma performance no museu mais pequeno do mundo «Embelezar» e teve uma participação activa na segunda e terceira edição do Festival de Artes Alternativas PRAGA.
Foi vocalista da banda Dusty James Bondage.
Exposições
2009 Outros Eus, exposição de finalistas, da boca a orelha, Nazaré
Sem título, PRAGA festival de artes alternativas, Guimarães
Sem titulo, da boca a orelha, Orfeão Velho – Leiria
2008 Sem título, PRAGA festival de Artes Alternativas, Évora
Auto-retrato fotográfico, Fitec – Leiria
Auto-retrato (s) Exposição de finalistas, ESAD – Caldas da Rainha
Auto-retrato fotográfico, mostra da Exposição de Finalistas, galeria Geifart –
Lisboa.
Eus, Rabiscuits mostra de arte experimental, Alcobaça
Eus, Rabiscuits mostra de arte experimental, Festival Gastronómico do
Chicharro, Alvaiázere.
Outros
Participação na revista alemã de fotografia, DER GREIFT.